segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Barcelona e Chelsea: Olimpo em crise


Quem diria no início da época que Chelsea e Barcelona, que tanto se aperaltaram no mercado para o ataque à nova época, iriam por esta altura estar a atravessar graves crises.

Em primeiro lugar o Chelsea de Mourinho. Sempre apoiado no seu futebol pragmático e defensivo, “os blues” desde cedo viram que a tarefa iria ser complicada dado o fortíssimo início do Manchester United. Apesar de se ter mantido sempre colado aos “reds” no início, o Chelsea começou aos poucos a vacilar. Os resultados começaram a não aparecer e a crise instalou-se.
O antro dessa crise está há muito identificado: a defesa! Apesar de estar a marcar tanto como anteriormente os golos encaixados levaram à perda de muitos pontos. Com apenas 3 centrais, Terry, Carvalho e Boulahrouz, Mourinho corria desde logo muitos riscos. A saída de Huth e a troca (que se tem revelado péssima) de Gallas por Ashley Cole (quem?) deixaram a defesa muito frágil. O risco acabou por revelar-se fatal com as lesões prolongadas de Terry e Boulahrouz. Há muito que o “Special One” tem apenas Carvalho disponível, tendo inclusive realizado jogos sem um único central.
Ainda assim continuo em crer que a lesão de Peter Cech tem sido o factor que mais tem perturbado este Chelsea. Apesar de Hilário não ter comprometido, nunca o vimos a brilhar e as suas capacidades de liderança da defesa são no mínimo questionáveis.
Ainda assim os Londrinos não se podem queixar de tudo já que mais do que uma vez neste período amealharam pontos em cima do apito final. Apenas esta ponta de sorte faz com que o Chelsea continue a lutar pelo título.

Na Catalunha a crise vive-se de modo muito diferente. Privado desde cedo de Eto’o, o Barcelona não mostrou sinais de fraquejo e manteve sempre os bons níveis exibicionais.
Ainda assim, desde há dois meses para cá uma crise de ideias e bom futebol tem atravessado o onze de Rijkaard. Nos últimos 8 jogos, “los Culé” registaram 3 vitórias 4 empates e 1 derrota. De notar que 2 das vitórias foram em casa diante dos dois últimos da tabela! Apenas um elemento se tem destacado: Valdés. Por mais que sejam as críticas, a verdade é que os poucos pontos que o Barça amealhou neste período são fruto da inspiração do guardião Espanhol.
Porquê? De onde surge tal quebra? A explicação parece ser simples. Após a viagem ao Japão para o campeonato do mundo os catalães nunca mais encantaram com o seu futebol. A quebra de ritmo foi tal que desde então a maioria dos golos tem surgido em lances de bola parada. Esta baixa de forma aliada à grave lesão de Messi, que se vinha a assumir como o principal impulsionador do futebol blaugrana, levaram a que o Barça deixasse de brilhar.
Contudo esta crise não é tão dramática como a do Chelsea. No campeonato o Barcelona segue incrivelmente em primeiro com 4 pontos de vantagem de um Real Madrid cada vez mais desencontrado e sem solução à vista. O Sevilha assusta mas não parece ser mais que isso, um susto.
No meio desta crise surge agora algo há muito falado mas disfarçado pelos excelentes resultados: as capacidades de Rijkaard. Giovanni Galeone, ex-treinador da Udinese, que assistiu há uns tempos a umas sessões de treino do Barça teceu o seguinte comentário: “Vi algumas sessões de treino e posso dizer que são uma coisa simplesmente inacreditável. Não fazem praticamente nada. Só treinam com bola, sem forçar muito.”
Contudo como se treina uma equipa recheada de magia? Não se treina, deixa-se brilhar! Como disse Rijkaard: “Só me preocupo com a táctica quando perco a bola”!

ACORDEM! O FUTEBOL PRECISISA DE VÓS!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Uefa - Equipa dos Adeptos


Como não podia deixar de ser, a equipa ideal é sempre algo que causa burburinho e que nos suscita um interesse tremendo. Quem nunca passou aulas inteiras de matemática a fazer tácticas nos cadernos?

A equipa deste ano contabilizou cerca de 4 milhões de votos e é a seguinte:

GR – G. Buffon (Juventus/Itália)
DE – P. Lahm (B.Munique/Alemanha)
DD – G. Zambrotta (Barcelona/Itália)
DC – F. Cannavaro (R.Madrid/Itália)
DC – C. Puyol (Barcelona/Espanha)
MC – C. Fabregas (Arsenal/Espanha)
MD – S. Gerrard (Liverpool/Inglaterra)
ME – Ronaldinho (Barcelona/Brasil)
MAC – Káká (Milan/Brasil)
AC – T. Henry (Arsenal/França)
AC – S. Eto’o (Barcelona/Camarões)

Treinador – F. Rijkaard (Barcelona)

No que toca à baliza, obviamente que Buffon é com alguma naturalidade o escolhido dado que foi campeão do mundo e é um dos pilares da Juventus. Apenas Peter Cech poderia quebrar a hegemonia do guardião italiano que assinala a sua 3ª presença nesta equipa.

Na defesa Lahm e Zambrotta, juntam às regulares exibições nas respectivas equipas, brilhantes campanhas no mundial. Puyol indiscutivelmente um dos melhores centrais da actualidade faz também o seu “hat-trick” nesta nomeação. Já Cannavaro volta a ser novamente distinguido depois da Bola de Ouro e do Melhor Jogador do Mundo, prémios esses que deixaram um amargo de boca aos amantes do bom futebol. Na minha opinião, John Terry merecia uma presença no onze ao lado de Puyol.

Já o meio campo ficou marcado pelas indecisões dos adeptos. A médio centro, Fabregas, Pirlo, Makelele dividiram por completo os adeptos. A votação acabou por eleger o espanhol pelo brilhante desempenho no Arsenal. Na direita uma luta interessante: C. Ronaldo, Messi, Gerrard acompanhados de Gatusso e Ribery. Sempre pensei que Ronaldo e Messi discutissem quase taco a taco o lugar apesar do argentino ter estado muito tempo sem jogar. Mas a escolha recaiu surpreendentemente sob Gerrard. Na esquerda Ronaldinho assinalou a sua 3ª presença consecutiva. Para além de ser o melhor do mundo (qual Cannavaro qual quê), não havia mais ninguém que desse a mínima concorrência. A luta mais interessante estava reservada para o mítico 10. Apesar de o Milan ter feito uma época em branco, Káká apresentava-se com favorito. Mas Deco, com a conquista da liga dos campeões, do campeonato e ainda a boa participação no mundial prometia muita disputa. Ballack, Riquelme e Juninho assistiam a este duelo de tubarões, impotentes, apesar das excelentes épocas que realizaram. No fim a qualidade de Káká superou os títulos de Deco. Justo prémio naquele que é em minha opinião o 2º melhor do planeta.

Na frente não houve surpresas. Eto’o e Henry foram, com justiça, os eleitos. Drogba seria talvez a única alternativa, mas não foi tão brilhante quanto estes dois. De salientar ainda que Henry assinala a sua 5ª presença em 6 edições deste prémio.

Por último, como técnico, Rijkaard. De facto o Barcelona foi a equipa que melhor futebol praticou e com justiça Frank arrebatou o prémio. Em boa hora não o levou Marcello Lippi com a sua Itália feia e que faz mal aos olhos! Ainda de realçar que o vencedor das últimas 3 edições, José Mourinho, não foi nomeado. Certamente para dar um pontapé na monotonia pois sem dúvida seria ele o eleito.

Agora só para o ano é que podem voltar a ver outra equipa. Mas aqui o futebol não pára e a febre está sempre a subir. Para a semana há mais!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Gira a Bola


Venho desta forma dar o pontapé de saída neste local de debate sobre futebol.
Sendo este um tema polémico e que gera sempre grandes divergências, espero que a participação dos internautas seja muito razoável. Semanalmente serão colocados novos assuntos sobre futebol em geral (equipas, jogadores, acontecimentos, etc.). Deixo ainda aberta a porta a quem quiser colocar um texto ou simplesmente lançar um tema. Outros desportos podem também receber algum destaque.
De salientar ainda na coluna da direita alguns sites que recomendo e a secção futebol espectáculo onde podem visionar o melhor e o pior do futebol!
Em cima o símbolo do F.C.Barcelona, clube do qual sou adepto desde criança e que muito admiro.

Futebol é espectáculo!