segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Sporting: Peseiro vs Bento


Esta semana foi recheada de controvérsias. Pinto da Costa e José Veiga, os “gangsters” do futebol português, estiveram em destaque. Mas não foram estes tubarões que me chamaram à atenção. Longe disso. O que realmente me cativou foi a troca de galhardetes entre Bento e Peseiro.

José Peseiro, um conhecido de todos os portugueses, entendeu por bem fazer uma semana de digressão pelos programas desportivos. Chorando aqui e picando ali, fez-se ouvir. Certo é que houve, como sempre, quem não gostasse das suas palavras.

O discurso de Peseiro assentou em duas ideias: primeiro a falta de apoio que teve da direcção e depois a comparação do “seu” Sporting com o de Bento.

Em relação à primeira questão sou obrigado a concordar com ele. Peseiro não conseguiu criar uma boa empatia com os adeptos. Ainda assim, adoptando uma postura cobarde, a direcção leonina nunca o defendeu publicamente. A falta de apoio e a ausência de um pulso forte no balneário levaram a sucessivos distúrbios entre treinador e jogadores. O maior erro de Peseiro foi ter aceitado continuar na época seguinte com as mesmas condições. Na mata real ficou notória a cobardia da direcção leonina. Os membros presentes abandonaram o estádio bem antes da hora, lançando Peseiro literalmente aos leões. Nesse âmbito podemos olhar para o exemplo do Benfica. Fernando Santos não tem qualquer apoio por parte dos adeptos mas a direcção está sempre com ele.

Quanto à beleza de jogo a questão é diferente. Bem sabemos que a equipa de Peseiro alternava entre o muito bom e o muito mau. O bilhete para Alvalade tanto podia ser uma ida ao futebol como ao circo. Pelo menos podia-se assistir à melhor pressão alta da europa (era o que o Peseiro dizia). Já Sporting de Paulo Bento é muito diferente. Apresentando um futebol pragmático e pachorrento este Sporting mostra-se alérgico ao espectáculo. Joga apenas para o resultado. Contudo os graves problemas ofensivos, a inexperiência e a irregularidade defensiva não permitem ao Sporting obter os frutos devidos.

Dois treinadores jovens. Bento ainda tem muito por mostrar. Peseiro já mostrou as suas semelhanças com Mourinho: amado por uns, odiado por outros. Quanto à pressão alta, Mourinho afirmou que não era entendido em culinária!!!

3 comentários:

Anónimo disse...

O texto está impecável!
Brilhante análise, estupenda organização e descrição das ideias.
Concordo em tudo contigo e reitero a ideia de que José Peseiro é um óptimo treinador.
Com efeito, não será, no entanto, um bom "gestor de Homens".
Porém, não há nada como um bom "estado maior" que o suporte e colmate esta sua debilidade.(o que não aconteceu durante o tempo que esteve no Sporting).

Anónimo disse...

o peseiro nao teve apoio mas dai a ser um bom treinador... mas a direcção do sporting sempre foi uma vergonha.. o maluquinho do sistema nao fazia nada de jeito...

Anónimo disse...

já que ninguem o quer,alem d ir fazer birra para os programas desportivos,peseiro deveria escrever um livro,de seu nome "como perder tudo no final da época"...daria um compendio com muitas paginas visto serem equipa da europa que melhor pratica pressao alta,e que tem futebol atractivo,mas depois lá esta,perdem tudo o que ha para perder...em suma,temos um peseiro igual a si mesmo,com aquele ar de coitadinho,de abandonado,a disparar em todas as direcçoes mas quando dsa por si,tem um tiro no pé...